1. Biópsia das vilosidades coriónicas

/1. Biópsia das vilosidades coriónicas

A Biópsia das Vilosidades Coriónicas é um teste invasivo para estudo de fragmentos da placenta. Tanto o bebé como a placenta se desenvolvem a partir das mesmas células, pelo que o estudo das células da placenta permite a análise da composição dos cromossomas do feto.

Como se realiza a BVC?

Após anestesia local, introduz-se uma agulha fina pelo abdómen da mãe até ao útero, de maneira a colher uma amostra de placenta. O trajecto da agulha é monitorizado por ecografia para assegurar que não se provoca dano ao feto. O procedimento demora cerca de 2 a 3 minutos. No fim, confirma-se se os batimentos cardíacos fetais se mantêm normais.

O que posso sentir após a BVC?

Nos primeiros dias após o procedimento pode sentir desconforto abdominal, tipo dor menstrual ou uma pequena hemorragia vaginal (o chamado spotting). Estes sintomas são muito frequentes e, na grande maioria dos casos, a gravidez continua sem complicações. A ingestão de 1gr de paracetamol oral em SOS (até 3 por dia) pode aliviar o desconforto abdominal e não apresenta qualquer contra-indicação para o bebé. Se desenvolver dores fortes, hemorragia vaginal abundante ou febre é conveniente contactar o seu médico assistente ou o hospital da sua área de residência.

Quando posso esperar receber os resultados?

Os resultados preliminares (cariótipo rápido por PCR) estarão prontos ao fim de 48 a 72 horas e os finais (cariótipo convencional por cultura) ao fim de duas semanas. Mal tenhamos conhecimento, os resultados serão sucessivamente comunicados por telefone e, posteriormente, será entregue um relatório.

O teste pode ter que ser repetido?

Em aproximadamente 1% dos casos pode não haver crescimento celular e os resultados podem ser inconclusivos.

Qual o risco associado ao teste?

O risco de aborto após a BVC é de 1% (o mesmo da amniocentese realizada após as 16 semanas). Alguns estudos demonstram que quando a BVC é realizada antes das 10 semanas, o risco de aborto é de 2% a 5%, e há um risco acrescido de anomalias das extremidades (mãos e pés). Para evitar esses riscos, o teste invasivo nunca é realizado antes das 11 semanas.

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